E assim disse Jesus ao se referir
sobre a fé e a verdadeira Religião, segundo excerto de: O Livro de Urantia:
“Eu vos convoquei a nascer de
novo, a nascer do espírito. Eu vos tirei das trevas do autoritarismo, da
letargia da tradição, para a luz transcendente da realização da possibilidade
de fazerdes, para vós próprios, a maior descoberta que é possível à alma humana
realizar — a experiência superna de encontrar Deus para vós próprios, dentro de
vós próprios e por vós próprios; e de fazerdes a tudo isso, como um
acontecimento na vossa própria experiência pessoal. E, assim, podereis passar
da morte para a vida, do autoritarismo da tradição para a experiência de
conhecer a Deus; assim vós passareis das trevas à luz, de uma fé racial herdada
a uma fé pessoal conquistada pela experiência real. E, por meio disso, ireis
progredir, de uma teologia da mente, passada a vós pelos vossos ancestrais, a
uma verdadeira religião do espírito, que será edificada nas vossas almas como
um dom eterno.”
A verdadeira religião é o ato de
uma alma individual, nas suas relações conscientes com o Criador; a religião
organizada é a tentativa de socializar o ato da adoração do homem religioso
individual.
A adoração — a contemplação do espiritual —
deve alternar-se com o serviço, o contato com a realidade material. O trabalho
deveria alternar-se com a diversão; a religião deveria ser equilibrada pelo
humor. A filosofia profunda deveria receber o alívio da poesia rítmica. A
tensão de viver — a tensão da personalidade no tempo — deveria ser afrouxada,
no descanso da adoração. Os sentimentos de insegurança que advêm do medo do
isolamento da personalidade no universo deveriam receber o antídoto que é a
contemplação, na fé, do Pai, e que é a tentativa de realização e compreensão do
Supremo.
A prece é destinada a tornar o
homem menos pensativo e mais realizador; ela não se destina a fazer o
conhecimento crescer, mas antes a expandir o discernimento.
As religiões do mundo têm duas
origens — a natural e a da revelação — em qualquer época e em meio a qualquer
povo, podem ser encontradas três formas distintas de devoção religiosa. E estas
três manifestações do impulso religioso são:
1. A religião primitiva. O impulso
seminatural e instintivo de temer as energias misteriosas e de adorar as forças
superiores; principalmente em uma religião da natureza física; é a religião do
medo.
2. A religião da civilização. Os
conceitos e as práticas religiosas, em avanço, das raças civilizadas — a
religião da mente — , a teologia intelectual cuja autoridade é a tradição
religiosa já preestabelecida.
3. A verdadeira religião — a
religião da revelação. A revelação dos valores supranaturais, uma visão com um
discernimento parcial das realidades eternas, um vislumbre da bondade e da beleza
do caráter infinito do Pai no céu — a religião do espírito, tal como fica
demonstrada na experiência humana.
O Mestre recusou-se a depreciar a
religião dos sentidos físicos e dos medos supersticiosos do homem natural,
embora deplorasse o fato de que tanto dessa forma primitiva de adoração
perdurasse nas formas de religiões das raças mais inteligentes da humanidade.
Jesus deixou claro que a grande diferença entre a religião da mente e a
religião do espírito é que, enquanto a primeira é sustentada pela autoridade
eclesiástica, a última é totalmente baseada na experiência humana.
Jesus ensinou repetidamente aos
seus apóstolos que nenhuma civilização poderia sobreviver por muito tempo à
perda do melhor na sua religião. E ele nunca se cansou de apontar aos doze o
grande perigo de se aceitar símbolos e cerimônias religiosas em lugar da
experiência religiosa. Toda a sua vida terrena foi devotada consistentemente à
missão de reaquecer as formas congeladas de religião, emprestando-lhes as
liberdades líquidas da filiação esclarecida.
Eles aprenderam que, quando a
religião tem motivos totalmente espirituais, ela faz toda a vida melhor e mais
digna de ser vivida, preenchendo-a com propósitos elevados, dignificando-a com
valores transcendentes, inspirando-a com motivos magníficos e, ao mesmo tempo,
confortando a alma humana com uma esperança sublime e sustentadora. A
verdadeira religião destina-se a diminuir as forças extenuantes da existência;
ela libera a fé e a coragem para a vida cotidiana e para o serviço não-egoísta.
A fé fomenta a vitalidade espiritual e a fecundidade da retidão.
Texto baseado nos excertos extraído
de: O Livro de Urantia.
Obs. Eu trabalho como produtor de conteúdo no seguimento de auto-ajuda e desenvolvimento pessoal. Tenho um canal do Youtube denominado HENRIMOTIVAR, se quiser conhecê-lo, clique no link: www.youtube.com/@motivasempre-b9s
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